A ÚLTIMA SAGA – 12 DE 12
Cansado, mas não o bastante, Oz levantou-se sobre as carcaças cheias de sangue. Com sua espada sagrada em mãos, caminhou em direção ao trono de Zo. Seus longos cabelos negros estavam encharcados da água da chuva e de sangue. Sua armadura já estava gasta e seu corpo pedia descanso urgente. Oz caminhava movido apenas pelo espírito, pela alma. Seu coração ardia como nunca e, por mais que quisesse parar, sabia que o fim estava próximo.
O cenário não era dos mais agradáveis. Um enorme e sombrio campo de batalha sobre as Planícies Darkias. Havia corpos de guerreiros por toda parte, assim como de demônios e feiticeiros.
Zo: - Parece que ele conseguiu, Mordekai.
Mordekai: - Se está pensando nisso, é por que sua fé se foi, senhor Zo. E se isso acontecer, sinto lhe informar, mas o senhor não tem a mínima chance.
Zo: - Muito bom ouvir isso de meu conselheiro e principal feiticeiro do Reino Sem Amanhã.
Mordekai: - Sou um feiticeiro, apenas. Um falso mágico. Um enganador. Oz é um mago, você sabe disso. Magos nascem com poderes que os deuses invejam.
Oz caminha e inicia um pequena subida até o trono de Zo, uma cadeira viva negra e cheia de serpentes em sua cabeceira. Um enorme ciclope armado de uma lança avança sobre Oz. Trate-se de Goom, o Guardião do Senhor, o mestre dos escravos.
Goom: - Não tocará em meu mestre!
Oz: - Pobre idiota. Dá sua vida por quem te despreza, te usa?
E com apenas um gesto de mão, Oz fez Goom virar cinzas.
Sépia, a feiticeira que também é amante de Zo, resolve atacá-lo com seus encantos. De cabelo longo em tom carvalho e uma pele morena e sensual, ela tenta jogar seus olhares mortais para Oz, em vão.
Oz: - Só eu sou dono de minha vida, mulher de plástico. Nada quero de você.
Sépia: - Pois então morra, pequeno infeliz!
Mas antes que ela pudesse atacá-lo, Oz fez um outro gesto com a mão e uma folha levantou-se do chão, transformando-se num enorme espelho vertical. Sépia viu então sua verdadeira face, e caiu em prantos, deprimida e imersa em suas próprias trevas.
Oz: - Chega! É hora do fim, Zo. Um novo começo deve se iniciar!
Zo: - Pobre irmão! Parece-me que você finalmente resolveu reclamar o mundo que é seu, invés de abandoná-lo por tanto tempo e por tanta indefinição.
Oz: - Isso por que agora sei quem sou! E o que quero! E não vai ser você quem vai me impedir! Você já me enganou por várias vezes, Zo. Me pôs contra mim mesmo, como pode ver. Mas meus olhos se abriram e agora vejo qual deve ser o seu fim. E onde uma nova vida começa.
Zo: - E o que espera fazer? Me matar? Hahahahahaha. Seria suicídio, não é mesmo? Deixe, Mordekai. Eu mesmo irei dar fim a esse pirralho. E apenas Zo comandará esse pobre mundo do garoto perdido.
Zo puxa sua espada de lâminas negras e avança em direção ao pequeno Oz. Esse, por sinal, não recua, ergue sua espada e olha para os olhos de Zo, com extrema serenidade.
Zo: - Não há lugar para seus sonhos bobos na Realidade, Oz. Apenas alguém frio, insensível e mal o suficiente pode viver em tal lugar. Por isso eu estou te matando agora. Chega de brigarmos por uma só vida!
Oz: - Eu luto pela minha! E você, por qual luta?
Oz faz um movimento rápido e, antes que Zo o acerte, Oz corta-lhe a cabeça, num único golpe. A cabeça de Zo desintegra-se antes de cair no chão, visto da falsidade de sua matéria. Uma névoa azulada e escura sai de seu corpo antes que ele também se desintegre. Oz rapidamente puxa da cintura um pequeno vasilhame de cristal, chamado de Prisão do Ego, dado a ele por um sacerdote. Com um gesto mágico, aprisiona o espírito de Zo naquele recipiente.
Mordekai: - Ele... Ele está morto?
Oz: - Nããão. Apenas guardado e controlado, para ser usado somente quando necessário. Bom, parece que acabou. Hora de ir!
De uma bolsa de couro, Oz tira um antigo livro mágico, abre-o e após alguns gestos com a mão, abre-se um portal. Mordekai, em choque, assiste a tudo em silêncio.
Oz: - Feche a boca, Mordekai. E procure por Damien. Ele o ajudará numa nova empreitada. Preciso ir. Fiquei muito tempo preso nesse mundo.
Mordekai: - Onde vai?
Oz: - Tenho uma vida para viver.
Oz põe o primeiro pé dentro do portal.
Mordekai: - Espere! Vai construir outro mundo?
Oz: - Muitos outros. Afinal, não é para isso que estou aqui?
E Oz atravessa o portal.
Subitamente, Oz desperta. Olha em volta e vê que está de volta ao seu quarto. Levanta-se, vai até o espelho e dá uma olhada em si mesmo. Está um pouco melhor fisicamente, apesar de continuar baixinho. O cabelo meio comprido e bagunçado ainda persiste em lutar contra a queda. Seus óculos de uma espessa armação preta ajudam a ver a última tatuagem que acabou de fazer. A camiseta do Black Sabbath sugere ligar o rádio. Vai até o micro e senta-se. O telefone toca. Ele atende.
Oz: - Sim. Claro! Cerveja e rock’n’roll! Amanhã, às dez! Vou só terminar meu último trabalho e já vou pra lá. Até!
Desligou e virou-se para o micro.
Oz: - Bem, onde eu estava mesmo? Ah, sim! Esse é o fim! Hora de recomeçar...
Próximas atrações:
O cenário não era dos mais agradáveis. Um enorme e sombrio campo de batalha sobre as Planícies Darkias. Havia corpos de guerreiros por toda parte, assim como de demônios e feiticeiros.
Zo: - Parece que ele conseguiu, Mordekai.
Mordekai: - Se está pensando nisso, é por que sua fé se foi, senhor Zo. E se isso acontecer, sinto lhe informar, mas o senhor não tem a mínima chance.
Zo: - Muito bom ouvir isso de meu conselheiro e principal feiticeiro do Reino Sem Amanhã.
Mordekai: - Sou um feiticeiro, apenas. Um falso mágico. Um enganador. Oz é um mago, você sabe disso. Magos nascem com poderes que os deuses invejam.
Oz caminha e inicia um pequena subida até o trono de Zo, uma cadeira viva negra e cheia de serpentes em sua cabeceira. Um enorme ciclope armado de uma lança avança sobre Oz. Trate-se de Goom, o Guardião do Senhor, o mestre dos escravos.
Goom: - Não tocará em meu mestre!
Oz: - Pobre idiota. Dá sua vida por quem te despreza, te usa?
E com apenas um gesto de mão, Oz fez Goom virar cinzas.
Sépia, a feiticeira que também é amante de Zo, resolve atacá-lo com seus encantos. De cabelo longo em tom carvalho e uma pele morena e sensual, ela tenta jogar seus olhares mortais para Oz, em vão.
Oz: - Só eu sou dono de minha vida, mulher de plástico. Nada quero de você.
Sépia: - Pois então morra, pequeno infeliz!
Mas antes que ela pudesse atacá-lo, Oz fez um outro gesto com a mão e uma folha levantou-se do chão, transformando-se num enorme espelho vertical. Sépia viu então sua verdadeira face, e caiu em prantos, deprimida e imersa em suas próprias trevas.
Oz: - Chega! É hora do fim, Zo. Um novo começo deve se iniciar!
Zo: - Pobre irmão! Parece-me que você finalmente resolveu reclamar o mundo que é seu, invés de abandoná-lo por tanto tempo e por tanta indefinição.
Oz: - Isso por que agora sei quem sou! E o que quero! E não vai ser você quem vai me impedir! Você já me enganou por várias vezes, Zo. Me pôs contra mim mesmo, como pode ver. Mas meus olhos se abriram e agora vejo qual deve ser o seu fim. E onde uma nova vida começa.
Zo: - E o que espera fazer? Me matar? Hahahahahaha. Seria suicídio, não é mesmo? Deixe, Mordekai. Eu mesmo irei dar fim a esse pirralho. E apenas Zo comandará esse pobre mundo do garoto perdido.
Zo puxa sua espada de lâminas negras e avança em direção ao pequeno Oz. Esse, por sinal, não recua, ergue sua espada e olha para os olhos de Zo, com extrema serenidade.
Zo: - Não há lugar para seus sonhos bobos na Realidade, Oz. Apenas alguém frio, insensível e mal o suficiente pode viver em tal lugar. Por isso eu estou te matando agora. Chega de brigarmos por uma só vida!
Oz: - Eu luto pela minha! E você, por qual luta?
Oz faz um movimento rápido e, antes que Zo o acerte, Oz corta-lhe a cabeça, num único golpe. A cabeça de Zo desintegra-se antes de cair no chão, visto da falsidade de sua matéria. Uma névoa azulada e escura sai de seu corpo antes que ele também se desintegre. Oz rapidamente puxa da cintura um pequeno vasilhame de cristal, chamado de Prisão do Ego, dado a ele por um sacerdote. Com um gesto mágico, aprisiona o espírito de Zo naquele recipiente.
Mordekai: - Ele... Ele está morto?
Oz: - Nããão. Apenas guardado e controlado, para ser usado somente quando necessário. Bom, parece que acabou. Hora de ir!
De uma bolsa de couro, Oz tira um antigo livro mágico, abre-o e após alguns gestos com a mão, abre-se um portal. Mordekai, em choque, assiste a tudo em silêncio.
Oz: - Feche a boca, Mordekai. E procure por Damien. Ele o ajudará numa nova empreitada. Preciso ir. Fiquei muito tempo preso nesse mundo.
Mordekai: - Onde vai?
Oz: - Tenho uma vida para viver.
Oz põe o primeiro pé dentro do portal.
Mordekai: - Espere! Vai construir outro mundo?
Oz: - Muitos outros. Afinal, não é para isso que estou aqui?
E Oz atravessa o portal.
Subitamente, Oz desperta. Olha em volta e vê que está de volta ao seu quarto. Levanta-se, vai até o espelho e dá uma olhada em si mesmo. Está um pouco melhor fisicamente, apesar de continuar baixinho. O cabelo meio comprido e bagunçado ainda persiste em lutar contra a queda. Seus óculos de uma espessa armação preta ajudam a ver a última tatuagem que acabou de fazer. A camiseta do Black Sabbath sugere ligar o rádio. Vai até o micro e senta-se. O telefone toca. Ele atende.
Oz: - Sim. Claro! Cerveja e rock’n’roll! Amanhã, às dez! Vou só terminar meu último trabalho e já vou pra lá. Até!
Desligou e virou-se para o micro.
Oz: - Bem, onde eu estava mesmo? Ah, sim! Esse é o fim! Hora de recomeçar...
Próximas atrações:

3 comentários:
Oz e Zo, que irado! Você não tem nenhum amigo que desenhe não? Imagina só fazer uma das cenas descritas aqui desenhada... vc indo à montanha de gelo, por exemplo... incrível!
ainda acho que vc deveria publicar essas estórias hum
*clap clap clap*
essa foi a melhor coisa sua que li até agora. na verdade foi a melhor coisa que li em blogs há muito tempo. parabéns, cara! mesmo!
estou esperando pelas próximas atraçõõões! *rói as unhas*
cadê? U.U
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