A ÚLTIMA SAGA – PARTE 06 DE 12
Oz estava distraído quando ela gritou em seu ouvido.
Funny Girl: - Você controla sua vida, mas não esqueça seu destino!
Oz: - O quê? Quem é você?
Funny Girl: - Quem sou é mais importante do que tenho a dizer?
Oz: - Veio aqui pra me dizer alguma coisa? De onde você veio, que eu não vi?
Funny Girl: - De onde vim e o que eu faço é mais importante do que tenho a dizer?
Oz: - Ótimo! Outra maluca! Depois do chapeleiro e do francesinho, uma garotinha com roupas engraçadas e coloridas... Acho que eu é que tô ficando maluco...
Funny Girl: - Você faz perguntas demais! Parece que quer saber de tudo sobre a vida antes de vivê-la!
Oz: - E o que você sugere? Eu tenho responsabilidades, sabia?
Funny Girl: - Perguntas, perguntas, perguntas! Seu nome deveria ser Askman e não Oz! Olha, ser feliz não significa ser irresponsável! O que acontece com sua vida é graças a você! O que faz da sua vida é decisão sua! Sei que isso parece ingênuo quando não se tem quase nada, mas é a verdade! Você é quem define se o roteiro vai continuar o mesmo ou se vai ter uma reviravolta... Cabe a você, e a ninguém mais, mudar sua vida. Enquanto você continuar fazendo o que não tem vontade, uma parte de você morre. É preciso fazer o que se quer e ver o que acontece!
Oz: - Isso não me parece muito responsável...
Funny Girl: - A responsabilidade está em assumir os seus atos e ter controle sobre o que você faz. Tem que fazer o que você veio aqui fazer! Descobrir seu sonho, encontrar sua vocação... Se apegar às coisas, ao dinheiro, às pessoas, só te afasta do seu destino e dos seus sonhos... Siga seu coração!
Oz: - Fácil falar, difícil fazer1. O que você está dizendo ecoa pelos ouvidos humanos a décadas! Por que tão poucas pessoas são felizes?
Funny Girl: - A maioria das pessoas são crianças crescidas! Os pais lhes diziam o que fazer e quando cresceram, ao invés de tomar o controle de suas vidas, trocaram os pais pela sociedade, pelo patrão, pela esposa, pelo marido, pelos amigos... Não me parece muito adulto ter medo de fazer o que se quer porque "pessoas" não vão gostar. Você deve descobrir o que inspira e começa a viver seu sonho, sua vida. Não "lá", mas "aqui", agora! Porque quando chegar "lá" você vai arrumar outro "lá", isso se ele chegar um dia... A vida é uma aventura...
Oz: - Você está me pedindo para ser diferente da maioria? Ir contra o que todo mundo vive dia após dia?
Funny Girl: - Perguntas, perguntas... Se você se sentir mais feliz assim... Pra todo mundo, as pessoas são sempre iguais...
De repente, ela sumiu no ar e Oz se viu no centro da cidade. Pensou por um instante que tudo tinha finalmente voltado ao normal, mas desistiu dessa idéia quando olhou em volta e viu que todas as pessoas haviam se tornado pingüins2!
Estava difícil pra Oz entender o que era tudo aquilo. Talvez não conseguisse entender por que parecia ter apenas 16 anos. Mas lembrou-se que quando realmente tinha essa idade sua cabeça não estava tão confusa quanto agora. Não sabia por onde estava andando, mas sabia que ver pingüins por todos os lados, conversando, carregando pastas, pegando metrô, fazendo compras,, jogando golfe, enfim. Aquilo não parecia muito normal, apesar dos pingüins agirem com naturalidade.
Foi quando notou um cara diferente passeando e cantarolando feliz pela calçada - vale salientar que os pingüins tinham uma postura um tanto quanto curvada e triste. Era um sujeito normal, magro, exceto pela cabeça em formato de abóbora, com buracos no lugar dos olhos, nariz e boca.
Mr. Pumpkin: - Sole Survivor... of a kill without alert. Sing your feelings... On your song remains unheard! Sole Survivor...3
Oz: - Ei, cara! Como é que eu saio desse mundo doido?
Mr. Pumpkin: - Ih, sei não. Esse mundo não é seu? Ouvi dizer que é. Se for, o doido aqui é você!
Oz: - Nem fala isso, meu. Eu já tô bem mal por não ter me encontrado nem aqui, nem lá. Tô tentando me livrar dessa nuvem negra que me acompanha.
Oz aponta para cima e ambos vêem uma nuvem bem escura acima de sua cabeça, que em curtos intervalos soltava alguns raios.
Oz: - Ando parecendo um zumbi. Me sinto morto...
Mr. Pumpkin: - Olha, cara. Tudo que eu posso dizer é que algumas pessoas morrem e nem ao menos percebem. O homem cresce cego, vê somente com os olhos! Achamos que somos fortes, acreditamos que nunca podemos errar. Mas somos tolos, porque estamos morrendo pelas regras!
Oz: - Quê? Do que você tá falando?
Mr. Pumpkin: - Dinheiro e carinho constroem um número incontável de medos. Os deuses da vida começam a sumir atrás das lágrimas! Como iríamos saber por que escolhemos o caminho que seguimos? Por que machucamos aqueles que amamos?
Oz: - Ah, entendo. Todas as cores ao poucos estão ficando cinzas. O mundo todo escurece a minha volta...
Mr. Pumpkin: - Pois é. Mas apesar de não poder mudar o mundo onde vivemos, sempre posso mudar eu mesmo. Estamos vivendo em uma luta constante! Muita pressão em todos os lugares! Mas não deixe isso derrubá-lo! Segure firme! Realize seus sonhos! Não dependa dos outros. Você é guiado por Deus, mas você não é um peão. Deve viver sua vida. Não ligue para o desprezo, não deixe que atinja você! Não precisa mais chorar.
Tudo em volta começa a borrar e um estranho redemoinho começa a se formar atrás de Oz, mas ele não percebe.
Mr. Pumpkin: - Lembre-se: A chance que você tem nunca acontece duas vezes! Dê o melhor de si e faça certo. O tempo virá, mas não se esconda. Você está no seu caminho!!
Mas antes que Oz pudesse agradecer, o cara-de-abóbora também começou a borrar e virou poeira, sumindo no ar.
Oz: - Quê? É isso! Tenho que mudar eu mesmo e seguir o meu caminho!
De repente, o redemoinho se abre e Oz é sugado pra dentro dele, num tranco só.
Parece que não havia muito tempo para perder com reflexões...
Funny Girl: - Você controla sua vida, mas não esqueça seu destino!
Oz: - O quê? Quem é você?
Funny Girl: - Quem sou é mais importante do que tenho a dizer?
Oz: - Veio aqui pra me dizer alguma coisa? De onde você veio, que eu não vi?
Funny Girl: - De onde vim e o que eu faço é mais importante do que tenho a dizer?
Oz: - Ótimo! Outra maluca! Depois do chapeleiro e do francesinho, uma garotinha com roupas engraçadas e coloridas... Acho que eu é que tô ficando maluco...
Funny Girl: - Você faz perguntas demais! Parece que quer saber de tudo sobre a vida antes de vivê-la!
Oz: - E o que você sugere? Eu tenho responsabilidades, sabia?
Funny Girl: - Perguntas, perguntas, perguntas! Seu nome deveria ser Askman e não Oz! Olha, ser feliz não significa ser irresponsável! O que acontece com sua vida é graças a você! O que faz da sua vida é decisão sua! Sei que isso parece ingênuo quando não se tem quase nada, mas é a verdade! Você é quem define se o roteiro vai continuar o mesmo ou se vai ter uma reviravolta... Cabe a você, e a ninguém mais, mudar sua vida. Enquanto você continuar fazendo o que não tem vontade, uma parte de você morre. É preciso fazer o que se quer e ver o que acontece!
Oz: - Isso não me parece muito responsável...
Funny Girl: - A responsabilidade está em assumir os seus atos e ter controle sobre o que você faz. Tem que fazer o que você veio aqui fazer! Descobrir seu sonho, encontrar sua vocação... Se apegar às coisas, ao dinheiro, às pessoas, só te afasta do seu destino e dos seus sonhos... Siga seu coração!
Oz: - Fácil falar, difícil fazer1. O que você está dizendo ecoa pelos ouvidos humanos a décadas! Por que tão poucas pessoas são felizes?
Funny Girl: - A maioria das pessoas são crianças crescidas! Os pais lhes diziam o que fazer e quando cresceram, ao invés de tomar o controle de suas vidas, trocaram os pais pela sociedade, pelo patrão, pela esposa, pelo marido, pelos amigos... Não me parece muito adulto ter medo de fazer o que se quer porque "pessoas" não vão gostar. Você deve descobrir o que inspira e começa a viver seu sonho, sua vida. Não "lá", mas "aqui", agora! Porque quando chegar "lá" você vai arrumar outro "lá", isso se ele chegar um dia... A vida é uma aventura...
Oz: - Você está me pedindo para ser diferente da maioria? Ir contra o que todo mundo vive dia após dia?
Funny Girl: - Perguntas, perguntas... Se você se sentir mais feliz assim... Pra todo mundo, as pessoas são sempre iguais...
De repente, ela sumiu no ar e Oz se viu no centro da cidade. Pensou por um instante que tudo tinha finalmente voltado ao normal, mas desistiu dessa idéia quando olhou em volta e viu que todas as pessoas haviam se tornado pingüins2!
A ÚLTIMA SAGA – PARTE 07 DE 12
Estava difícil pra Oz entender o que era tudo aquilo. Talvez não conseguisse entender por que parecia ter apenas 16 anos. Mas lembrou-se que quando realmente tinha essa idade sua cabeça não estava tão confusa quanto agora. Não sabia por onde estava andando, mas sabia que ver pingüins por todos os lados, conversando, carregando pastas, pegando metrô, fazendo compras,, jogando golfe, enfim. Aquilo não parecia muito normal, apesar dos pingüins agirem com naturalidade.
Foi quando notou um cara diferente passeando e cantarolando feliz pela calçada - vale salientar que os pingüins tinham uma postura um tanto quanto curvada e triste. Era um sujeito normal, magro, exceto pela cabeça em formato de abóbora, com buracos no lugar dos olhos, nariz e boca.
Mr. Pumpkin: - Sole Survivor... of a kill without alert. Sing your feelings... On your song remains unheard! Sole Survivor...3
Oz: - Ei, cara! Como é que eu saio desse mundo doido?
Mr. Pumpkin: - Ih, sei não. Esse mundo não é seu? Ouvi dizer que é. Se for, o doido aqui é você!
Oz: - Nem fala isso, meu. Eu já tô bem mal por não ter me encontrado nem aqui, nem lá. Tô tentando me livrar dessa nuvem negra que me acompanha.
Oz aponta para cima e ambos vêem uma nuvem bem escura acima de sua cabeça, que em curtos intervalos soltava alguns raios.
Oz: - Ando parecendo um zumbi. Me sinto morto...
Mr. Pumpkin: - Olha, cara. Tudo que eu posso dizer é que algumas pessoas morrem e nem ao menos percebem. O homem cresce cego, vê somente com os olhos! Achamos que somos fortes, acreditamos que nunca podemos errar. Mas somos tolos, porque estamos morrendo pelas regras!
Oz: - Quê? Do que você tá falando?
Mr. Pumpkin: - Dinheiro e carinho constroem um número incontável de medos. Os deuses da vida começam a sumir atrás das lágrimas! Como iríamos saber por que escolhemos o caminho que seguimos? Por que machucamos aqueles que amamos?
Oz: - Ah, entendo. Todas as cores ao poucos estão ficando cinzas. O mundo todo escurece a minha volta...
Mr. Pumpkin: - Pois é. Mas apesar de não poder mudar o mundo onde vivemos, sempre posso mudar eu mesmo. Estamos vivendo em uma luta constante! Muita pressão em todos os lugares! Mas não deixe isso derrubá-lo! Segure firme! Realize seus sonhos! Não dependa dos outros. Você é guiado por Deus, mas você não é um peão. Deve viver sua vida. Não ligue para o desprezo, não deixe que atinja você! Não precisa mais chorar.
Tudo em volta começa a borrar e um estranho redemoinho começa a se formar atrás de Oz, mas ele não percebe.
Mr. Pumpkin: - Lembre-se: A chance que você tem nunca acontece duas vezes! Dê o melhor de si e faça certo. O tempo virá, mas não se esconda. Você está no seu caminho!!
Mas antes que Oz pudesse agradecer, o cara-de-abóbora também começou a borrar e virou poeira, sumindo no ar.
Oz: - Quê? É isso! Tenho que mudar eu mesmo e seguir o meu caminho!
De repente, o redemoinho se abre e Oz é sugado pra dentro dele, num tranco só.
Parece que não havia muito tempo para perder com reflexões...
Notas:
1 - minha frase preferida de 2006, proferida à exaustão.
2 - lembra que eu disse lá atrás que os pingüins voltariam? pois é...
3 - sim, este post foi totalmente escrito em cima das letras do Helloween, o que só reforça a minha picaretagem com escritor...
^^
4 comentários:
eu acho que se não gostamos de como somos, ou de como é a nossa vida, podemos nos recriar.
acredito também que nunca devemos agir pensando no que as outras pessoas vão pensar. às vezes você pode até se surpreender descobrindo que elas gostam :]
beijo!
Para eu enteder esse post eu tenho que ler os outros né?
vou ler :B
ah, é a line do heavenly sky ^^"
eu me senti no clipe Halloween do Helloween... ou o I want out, sei lá, só sei que foi estranho o.o
pressão pode ser algo positivo, o problema é quando ela cresce e se torna constante na vida, aí fica complicado u.u
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